Acompanhe o JB por e-mail

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Moça de família ipanemense leva tiro e morre em São ,Paulo

De familiares de Ipanema, Andressa Silva Gouveia, de 22 anos, morreu ao ser atingida por um disparo de arma de fogo acidental durante uma briga de um casal de conhecidos em Mongaguá, no litoral de São Paulo.
Amigos e familiares não se conformam com o acontecido e nem com a fuga da mulher que efetuou o disparo contra a vítima. Ela fugiu sem deixar pistas do paradeiro e ainda não foi localizada.  Andressa, quando foi atingida pelo tiro, estava perto da piscina, cuidando dos filhos da atiradora.

O crime foi no sábado, dia 28, à noite, enquanto alguns amigos de Diadema estavam reunidos em uma casa no Balneário Vila Seabra, pois haviam combinado passar o fim de semana no litoral. Durante uma discussão com o marido, uma mulher sacou uma arma e atirou acidentalmente (?) na direção de Andressa, que foi atingida no peito.
Ana Maria Silva, mãe de Andressa, lamentou o ocorrido: "Ela foi passar o fim de semana com os amigos e uma briga de casal, com um único tiro, matou minha única filha. Ela era uma menina do bem, todo mundo gostava dela". Andressa estudava pedagogia, estava no último ano da faculdade, e fazia estágio na área.

Ana Maria, logo após liberar o corpo da filha no Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, em São Paulo, disse que "Há um mês, ela pediu para voltar para a nossa cidade, na Bahia, e eu não deixei. Queria que ela terminasse o curso. E olha o que aconteceu", desabafou . O velório ocorreu em Diadema, durante o domingo (29), e o enterro aconteceu, a segunda-feira, dia 30, no nordeste.

Soraya Timoteo de Andrade, madrinha da vítima, disse que "A Andressa era uma menina muito estudiosa. Era como se fosse uma princesa. E de repente a gente perde ela. Eu peço que essa pessoa que a matou se entregue e pague pelo o que fez".

Uma amiga de Andressa, conta que por pouco a atiradora não acertou os próprios filhos, pois Andressa estava perto das crianças na piscina e ela poderia ter acertado um dos próprios filhos. Andressa tinha ido com uma amiga para lá e conheceu esse casal na casa.

Andressa foi socorrida e levada para o Pronto Socorro de Mongaguá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois. O delegado Marcos Roberto da Silva, que registrou a ocorrência, identificou a turista Zilma Rodrigues do Amaral, de 38 anos, como a suspeita de ter atirado contra a jovem. A mulher brigava com o marido, Alexandre Antonio dos Santos, de também 38 anos, que era o dono da arma.

De acordo co o delegado, ela deu um tiro em direção ao companheiro e acertou uma moça que estava sentada em uma cadeira perto da piscina. Um dos homens que estava lá foi para cima dela e tirou a arma. Ela fugiu, foi embora. Segundo testemunhas, Zilma saiu acompanhada do marido, e dos três filhos caminhando pela rua.

O delegado disse que ouviu todo mundo, mandou a perícia no local, mas disse que terá que apurar ainda mais. Todos os que estavam no local não quiseram se envolver muito no assunto, ficam calados. Para complicar ainda mais, arma do crime desapareceu!

Dos procedimentos a seguir, deverá ser instaurado um inquérito para elucidação do crime e espera-se que a atiradora se apresente. Se tal não acontecer, o delegado deverá pedir sua prisão temporária. Esse tipo de crime é considerado homicídio doloso, uma vez que ela atirou no marido e errou (tentativa de homicídio) mas acertou uma pessoa que não tinha nada a ver com isso. Ela deve responder por homicídio doloso...

Ir para o Jornal DeBolso